Uma tarde nas Salinas de Rio Maior FOTOS DE SAL 29 de Agosto de 2009
Com mais de oito séculos de história, as Salinas de Rio Maior, também conhecidas por Marinhas de Sal, situam-se no sopé da Serra dos Candeeiros, ao fundo do vale tifónico da Fonte da Bica, a três quilómetros de Rio Maior e pertencem ao Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.
Porque não adicionar um pouco de sal às suas fotografias?

Durante muito tempo a origem da água salgada que brotava dum poço a mais de 30 quilómetros da costa foi um mistério. Lembro-me perfeitamente de ser miúdo e ouvir os adultos a dissertar sobre o assunto. Avançavam-se diversas explicações possíveis, embora nenhuma fosse verdadeiramente plausível. Actualmente o mistério está desfeito. A água, muito mais salgada do que a água do mar, é proveniente duma extensa e profunda mina de sal gema atravessada por uma corrente subterrânea.
A água é hoje retirada do poço com a ajuda do motor que substituiu as duas “picotas” e os baldes tradicionais. Depois é distribuída por regueiras através das “baratas” (carreiros estreitos) até aos “talhos” (compartimentos de pedra ou cimento de várias dimensões e pouco fundos).
A exposição ao sol e ao vento provoca a evaporação da água, depositando o sal nos cerca de 450 “talhos” actuais, que depois é agrupado em pequenos montes em forma de pirâmides sobre plataformas de madeira até ser recolhido.
Apesar da extracção do sal se verificar apenas na primavera e no verão, as razões para uma visita às Marinhas de Sal não se extinguem com o sal.
O esgoteiros, as eiras e as peculiares casas de madeira para armazenamento do sal completam o cenário.
Este local, pela sua singularidade, proporciona um leque muito alargado de motivos para interessantes abordagens fotográficas.

Podemos escolher uma panorâmica geral do vale com as Marinhas de Sal ao fundo, optar pelas pirâmides de sal que constituem um sério desafio à leitura da luz para acertar na exposição correcta, aproveitar os reflexos proporcionados pela água que se evapora nos “talhos”, documentar os utensílios utilizados pelos “Marinheiros” (nome dado a quem explora o sal), registar as fechaduras de madeira (únicas no país) das arrecadações do sal, desenvolver composições abstractas a partir da madeira desgastada pelo sal nos corredores que nos conduzem através dos “talhos” ou aproveitando as desconcertantes estalactites de sal que “pingam” das plataformas de madeira onde as pirâmides de sal são formadas, entre um sem número de outras possibilidades.
Para além de todas as entusiasmantes possibilidades que as Salinas propriamente ditas oferecem, existe ainda a hipótese de fazer um percurso pedestre com partida e chegada às Marinhas do Sal.
O percurso está classificado pelo Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros com o grau de dificuldade baixo, tem cerca de 3 quilómetros e faz-se em média em hora e meia. No caminho é possível observar distintas utilizações agrícolas do solo tais como o pomar, a vinha, o pinhal, eucaliptal, os muros de pedra típicos da zona e ainda, embora não seja um local particularmente rico no que toca à fauna, um número significativo de espécies identificadas pelo Parque.
Estas e outras informações poderão ser recolhidas no posto de informações, existindo ainda Bares, Restaurantes e Artesanato na estrutura das Marinhas de Sal.
Ingredientes mais do que suficientes para um dia bem passado, só falta mesmo cozinhar algumas fotos recorrendo ao sal do toque pessoal do fotógrafo.
a.m.catarino

Programa
15,00 – Concentração do grupo no Posto de Turismo das Salinas de Rio Maior.
15,30 – Início da tarde fotográfica, com múltiplas oportunidades de fazer imagens com grandes contrastes, panorâmicas, pessoas e utensílios de trabalho dos salineiros ou das fantásticos formas dos cristais de sal esculpidos ao sabor do tempo que proporcionam imagens de grande contraste e beleza pictórica.
17,30 – Intervalo para lanche (opcional)
Nota: Nas salinas existem vários estabelecimentos que servem comida.
- Anoitecer – Oportunidade para fazer fotos com a luz quente do final do dia, aproveitando os reflexos de toda uma multiplicidade de tons que se espelham nas águas das salinas.
- Depois do anoitecer – fotografia nocturna, explorando todo um mundo oculto de formas e cores normalmente ignorado, mas de enorme interesse plástico.

Preços:
Preço por fotografo: 15.00 €
Acompanhantes até aos 12 anos grátis
“ Com mais de 12anos: 5.00€
COMO LÁ CHEGAR:
- Quem vem do norte: Apanhar a A1 sentido Lisboa, sair em Aveiras, continuar pelo IC2 até Rio Maior
- Quem vem do Sul: Seguir pela A8 sentido Leiria, mudar para a A15 sentido Rio Maior
Em Rio Maior seguir as placas que indicam “Marinhas do sal” (brancas) e “Salinas” (amarelas)

Inscrições:
Através do mail am.catarino@fotoevasao.com
NOTAS:
. Valores apresentados com IVA incluído à taxa legal em vigor.
. Refeições ou outros não mencionados, não incluídos no programa.
. Actividade recomendada para fotógrafos em início de actividade ou já com alguma experiência.
. Actividade recomendada, pelas características do local, para levar acompanhantes.
. Jantar em grupo opcional nas salinas, a confirmar na altura.
. DURANTE TODO O PROGRAMA, OS FOTOGRAFOS E ACOMPANHANTES SERÃO ASSISTIDOS POR DOIS TÉCNICOS DA FOTO EVASÃO, OS QUAIS VÃO ESTAR DISPONÍVEIS PARA TIRAR DÚVIDAS TÉCNICAS, ACONSELHAR E EFECTUAR DEMONSTRAÇÕES QUE AJUDEM INDIVIDUALMENTE TODOS OS PARTICIPANTES A TIRAR O MAIOR PARTIDO DO SEU EQUIPAMENTO E A ATINGIR OS MELHORES RESULTADOS.

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